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Contador, advogado e consultor de reestruturação: quem faz o quê na crise

· 7 min de leitura

Não é concorrência, é composição. Como os papéis se dividem e por que faltar um deles atrasa o desfecho.

Boa parte das empresas que atendemos já tinha contador competente e advogado de confiança. O que faltava não era profissional: era um papel específico — o de coordenar a crise com visão financeira, operacional e de negociação ao mesmo tempo.

A divisão que funciona

  • Contador: fidelidade da informação, apuração tributária, regularização e base contábil confiável.
  • Advogado: estratégia processual, defesa em execuções, desenho jurídico do plano e dos acordos.
  • Consultor de reestruturação: caixa, plano de negócio, negociação com credores, captação e execução do turnaround.
  • Auditor ou avaliador: independência para dar credibilidade ao número diante de bancos e fundos.

Por que a coordenação importa mais que cada peça

Crise fracassa na costura. O advogado ganha prazo que ninguém usa para gerar caixa; o contador entrega número correto que ninguém traduz em decisão; o dono negocia com o banco sem saber quanto o plano suporta pagar. Coordenar significa que a mesma projeção sustenta a defesa judicial, o acordo bancário e a operação.

Sinal de que falta o papel de coordenação

  • Cada assessor tem um número diferente para a mesma dívida.
  • Decisões tomadas por urgência processual, não por estratégia de caixa.
  • Ninguém consegue responder em uma frase qual é o plano dos próximos doze meses.

Trabalhamos com o contador e o advogado da empresa, não no lugar deles. Quando um deles nos aciona antes do colapso, o resultado costuma ser sensivelmente melhor.

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