Capital
FIDC e securitizadora: como funciona o capital para empresa em crise
· 9 min de leitura
Quando faz sentido buscar fundos e securitizadoras, o que eles analisam e como não trocar um problema de caixa por outro pior.
Empresa em dificuldade perde crédito bancário antes de perder cliente. É nessa lacuna que entram FIDCs, securitizadoras e fundos de situações especiais — capital mais caro que o bancário, porém disponível quando o banco já saiu.
O que o fundo realmente analisa
- Qualidade e pulverização da carteira de recebíveis.
- Histórico de inadimplência, diluição e devolução.
- Garantias reais disponíveis e livres de constrição.
- Viabilidade operacional: a empresa gera margem se a dívida for reorganizada?
Estruturas mais usadas
- Antecipação de recebíveis performados com cessão a FIDC.
- Securitização de contratos de longo prazo em CRs e CRAs.
- DIP finance com prioridade de pagamento em recuperação judicial.
- Venda de unidade produtiva isolada (UPI) para capitalizar o plano.
Onde a operação vira armadilha
Funding caro aplicado sobre operação deficitária apenas antecipa o colapso. Antes de captar, o resultado operacional precisa estar em recomposição, e o custo do capital precisa caber na projeção do plano. Capital é remédio para problema de liquidez — não para problema de margem.
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