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Turnaround
Fluxo de caixa de 13 semanas: o instrumento que segura a empresa na crise
· 7 min de leitura
Como montar e operar o caixa de 13 semanas, a ferramenta central de qualquer turnaround bem conduzido.
Em reestruturação, DRE é história e caixa é sobrevivência. O fluxo de 13 semanas existe porque um trimestre é o horizonte em que ainda dá para mudar o desfecho: tempo suficiente para renegociar e curto o bastante para não virar ficção.
Como montar
- Base semanal, por regime de caixa, sem rateio contábil.
- Entradas segregadas por origem: à vista, carteira, antecipação, atípicos.
- Saídas por criticidade: folha, tributos correntes, fornecedores críticos, dívida.
- Atualização toda segunda-feira, com comparação entre previsto e realizado.
O que ele revela em duas semanas
O erro de previsão é mais informativo que a previsão. Desvios recorrentes indicam onde a gestão perdeu o controle: recebimento superestimado aponta problema de crédito e cobrança; saída subestimada aponta compra sem governança.
Erros comuns
- Deixar o caixa nas mãos de quem tem meta comercial.
- Misturar caixa das SPEs, coligadas e da holding sem consolidação clara.
- Tratar antecipação de recebíveis como receita, e não como dívida.
- Rodar o modelo mensalmente — na crise, o mês é longo demais.
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