Capital
Do outro lado da mesa: o que o banco analisa antes de aceitar seu acordo
· 8 min de leitura
Provisão, garantia, comparação com liquidação e credibilidade do gestor. Entender o critério do credor muda a proposta.
Empresário costuma preparar a negociação bancária a partir da própria necessidade: quanto ele consegue pagar. O analista do outro lado avalia outra coisa — quanto ele recuperaria sem o acordo, e em quanto tempo. Alinhar a proposta a esse critério muda completamente a taxa de sucesso.
O que pesa na decisão do credor
- Estágio de provisionamento da operação: dívida já provisionada tem flexibilidade maior.
- Qualidade e liquidez da garantia — imóvel operacional vale menos do que o dono imagina.
- Comparação com o cenário de execução: prazo, custo processual e deságio real na praça.
- Credibilidade do gestor: histórico de promessa cumprida vale mais que projeção otimista.
- Existência de novo dinheiro ou garantia adicional entrando na estrutura.
Erros que derrubam a negociação
- Levar projeção que cresce 30% ao ano sem lastro — o analista descarta a proposta inteira.
- Negociar com cada banco isoladamente, oferecendo condições incompatíveis entre si.
- Esconder passivo tributário ou trabalhista que aparecerá na due diligence.
- Pedir carência sem apresentar o que muda na operação durante ela.
O que sustenta um bom acordo
Uma projeção conservadora, testada em cenário de estresse, com marcos de acompanhamento e gatilhos de renegociação. O credor prefere previsibilidade a promessa: acordo com pagamento menor e cumprido vale mais para ele que acordo grande e descumprido em seis meses.
Sua empresa está nesse cenário?
Diagnóstico inicial confidencial para empresas com faturamento acima de R$ 2 milhões por mês.
Falar com um sócio