Bloqueio judicial, folha em risco, fornecedor crítico suspendendo entrega. O roteiro de contenção que aplicamos nos três primeiros dias.
Crise aguda tem dinâmica de pronto-socorro: ordem de prioridade importa mais que perfeição. Nas primeiras 72 horas, o objetivo não é resolver a empresa — é impedir que ela pare.
Dia 1 — estancar
- Levantar saldo real em todas as contas, incluindo bloqueios e travas de recebível.
- Listar o que vence em 15 dias por criticidade: folha, tributos retidos, fornecedor sem substituto.
- Suspender desembolso não essencial com uma alçada única e temporária.
- Identificar execuções em curso e risco imediato de constrição.
Dia 2 — comunicar
- Mensagem única para time interno: quem fala com banco, com fornecedor e com cliente.
- Contato proativo com os três credores mais perigosos, antes que eles liguem.
- Alinhamento com contador e advogado sobre a mesma versão dos fatos.
Dia 3 — projetar
- Primeira versão do fluxo de 13 semanas, ainda imperfeita, mas com premissas explícitas.
- Cenário de sobrevivência: quanto de caixa é necessário para as próximas quatro semanas.
- Definição do caminho: negociação extrajudicial, mediação, tutela cautelar ou pedido de recuperação.
Nada disso exige informação perfeita. Exige velocidade, hierarquia de prioridade e alguém com mão firme conduzindo — porque no terceiro dia a empresa inteira já percebeu que algo está acontecendo.
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