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Recuperação Judicial

9 sinais de que sua empresa precisa avaliar recuperação judicial

· 8 min de leitura

Os indicadores que antecedem a insolvência em empresas de médio porte — e o que fazer antes que o caixa trave de vez.

Nenhuma empresa quebra de um dia para o outro. A insolvência é um processo, e ele deixa rastros contábeis e operacionais meses antes do bloqueio judicial. Em quinze anos atendendo crises graves, os sinais se repetem com uma regularidade quase entediante.

Os nove sinais

  • Rolagem constante de dívida bancária apenas para pagar dívida bancária.
  • Uso de antecipação de recebíveis como fonte estrutural — e não pontual — de caixa.
  • Atraso recorrente de tributos correntes, especialmente INSS e FGTS.
  • Prazo médio de pagamento a fornecedores esticado acima do prazo negociado.
  • Margem bruta em queda por três trimestres seguidos, com receita estável.
  • Execuções e protestos que passam a chegar em volume semanal.
  • Fechamento contábil atrasado: a empresa decide olhando número de dois meses atrás.
  • Sócios aportando recursos pessoais de forma recorrente.
  • Perda de limite de crédito com dois ou mais bancos no mesmo semestre.

Por que a maioria espera demais

O custo de decidir tarde é o encolhimento das alternativas. Com caixa e crédito ainda disponíveis, cabe negociação extrajudicial, venda ordenada de ativos, entrada de um FIDC ou reestruturação privada. Quando as contas são bloqueadas, sobra a recuperação judicial — que funciona, mas é mais cara, mais lenta e mais exposta.

O que fazer nas próximas duas semanas

  • Monte um fluxo de caixa de 13 semanas com premissas conservadoras.
  • Classifique o passivo por natureza, garantia e exequibilidade.
  • Separe o que é problema de margem do que é problema de estrutura de capital.
  • Avalie, com assessoria técnica, se o caso comporta acordo extrajudicial.

Empresas com faturamento acima de R$ 2 milhões por mês quase sempre têm ativos, contratos e capacidade operacional suficientes para se salvar. O que falta, normalmente, é tempo — e o tempo é a única variável que a demora consome de forma irreversível.

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